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sexta-feira, 3 de abril de 2015

Mensagem de Páscoa do Bispo Diocesano

O bispo da Diocese Meridional, Dom Humberto Eugenio Maiztegui Gonçalves, enviou carta para as comunidades com sua mensagem especial de Páscoa, onde fala do significado do Domingo de Ramos, da Semana Santa, e o Domingo de Páscoa. Fazendo referência aos 30 anos de ordenação feminina e aos 50 anos da autonomia da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB), o bispo fala do momentos de Páscoa na vida da Igreja. A autonomia da Igreja brasileira foi em 1965 e a primeira ordenação feminina na IEAB ocorreu em 5 de maio de 1985, quando foi ordenada diácona a Reverenda Cônega Carmen Etel Alves Gomes.
Leia a mensagem na íntegra:

MENSAGEM EPISCOPAL DA PÁSCOA

Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim. Gálatas 2:20

No Domingo de Ramos ou da Paixão, iniciou uma caminhada simbólica, litúrgica e espiritual. Jesus reconhecido como “rei” segue o caminho até a Cruz, sobre a qual estava escrito: “Jesus de Nazaré, Rei dos Judeus”. Na Quinta Feira Santa, lembramos Ceia Pascal e do Lavapés, momento em que Jesus mostra o sentido do serviço e reparte seu Corpo e Sangue para que sirvam como refeição de unidade, fortalecimento e esperança. No Sábado, raramente lembrado, acontece a vigília, a espera, a expectativa. No Domingo da Páscoa, Domingo da Ressurreição, se dá a passagem da morte para a vida, do desespero para a esperança, da desgraça para a Graça. Na Páscoa começa um novo caminho, o caminho que todas as pessoas que amam a vida são convidadas, por Cristo, a percorrer. 
Na ordenação feminina também houve uma longa caminhada. A Semana Santa das mulheres, rumo ao ministério ordenado na IEAB demorou 10 anos, entre 1975 e 1984 (primeira vez em que foi tratado o assunto em um Sínodo e a aprovação). A Páscoa foi em 5 de Maio de 1985, quando foi ordenada diácona nossa Revda. Cônega Carmen Etel Alves Gomes. Então, inicia-se a segunda parte da caminhada, cujos frutos já vemos nas reverendas, nos assuntos que as mulheres têm trazido para a reflexão teológica e pastoral na IEAB, e nas perspectivas futuras rumo ao episcopado (ainda não ocupado por uma mulher).
Na autonomia, a caminhada da Semana Santa foi entre 1940 - quando foi sagrado o primeiro bispo brasileiro, Dom Athalício Theodoro Pithan - e a autonomia em 1965 (nossa Páscoa como IEAB). A segunda parte da caminhada vai sendo percorrida até agora, no desafio de sermos uma igreja sustentável, evangelizadora e missionária, encarnada na história, na vida e na cultura do povo brasileiro. 
A Igreja se reencontra na Páscoa com seu sentido de ser e de agir. Este dom também é oferecido a cada pessoa. Venham, façamos mais uma vez o caminho da proclamação, da partilha, da morte, da vigília e da ressurreição, para que possamos estar em Cristo e vencer com Cristo. Vivamos este tempo de Ressurreição, fortalecendo nossa esperança!

+Dom Humberto Eugenio Maiztegui Gonçalves
Bispo Diocesano

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Páscoa 2014: Mensagem de Dom Humberto Maiztegui Gonçalves

MENSAGEM EPISCOPAL DA PÁSCOA
Cristo nossa vida!

“Ele não está aqui, porque já ressuscitou, como havia dito. Vinde, vede o lugar onde o Senhor jazia”(Mateus 28:6).

Queridos irmãos e irmãs em Cristo Jesus, Senhor Ressuscitado, escrevo para lhes desejar uma Feliz Páscoa. Páscoa, do hebraico pésag, singifica “passagem” e remete a experiência da libertação do povo escravizado e oprimido no Egito. A memória da revelação de Deus como Libertador era celebrada solenemente em sete dias de consumo de pães se fermento e na céia familiar do cordeiro (Êxodo 12:1-12). Jesus, anunciando sua morte de Cruz e Ressurreição celebrou a Páscoa com seus discípulos e discípulas (Mateus 26:17-19). A Páscoa não é apenas a ressurreição de Cristo, é o ponto onde converge toda a revelação de Deus na história da humanidade. Ali, Deus Libertador, revelado por primeira vez no Êxodo, se apresenta em Jesus Cristo, Palavra Encarnada, vive por amor, morre na Cruz de tanto nos amar, carregando sem seu próprio corpo todas as injustiças, as opressões, os preconceitos, e todas as outras formas de pecado. 
Quando celebramos a Ressurreição, celebramos nossa nova vida em Cristo, como nos diz o cântico de Taizé que está em nosso cancioneiro Laudate sob o número 213: “Cristo ressuscitou, Ressuscitemos com ele. Cristo nossa vida”. Celebrar a Páscoa é nos preparar para participar da libertação de todas as nossas mazelas, medos, impedindo que nossas limitações naturais – inclusive nossa existência – nos impeçam de viver em plenitude o amor vitorioso de Deus presente no Senhor Ressuscitado.
Nesta Páscoa estarei celebrando na Paróquia da Benção Divina em São Francisco de Paula e na Missão São Pedro em Canela, apoiando o pároco Revdo. Hermes que também é pároco na Paróquia da Ressurreição, e o Postulante Eleutherio Pinheiro Neto que inicia seu estágio fora da comunidade que o acolheu. Desde aqui recebam minhas orações para que o Senhor Ressuscitado se revele mais uma vez em suas vidas, que o Senhor os surpreenda, anime cada pessoa em cada comunidade e renove vossa esperança na vida que vence a morte.

Dom Humberto Eugenio Maiztegui Gonçalves
Bispo Diocesano