COMUNIDADE DA ASCENSÃO

Rua Bento Gonçalves, 2394
Centro, 93.510-000,
Novo Hamburgo/RS
Telefone: 3582-4399 / 9166-6623
Plantão Pastoral: 9218-6696
E-Mail: ascensao@ascensao.org.br

Menu
novembro 2017
S T Q Q S S D
« fev    
 12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
27282930  
 
  • 80861Total de visitas:
  • 18(média) de visitas por dia:
500º Aniversário
figuras_611
Tema do Ano 2013
Restauração Frontal
Rádio Online
Ouça a Rádio União FM de Novo Hamburgo/RS
Ouça com o Windows Media player
Ouça com o Winamp
Ouça a Radio União enquanto navega
Tema da IECLB 2013
Culto Infantil
Durante os culto de domingo há Culto Infantil, das 09h30 às 10h30. Nossa equipe está preparada à espera de seus filhos/as ou netos/as. Traga-os para que façam parte deste Projeto Comunitário. Aqui, eles serão imersos em valores cristãos, diretamente retirados das Sagradas Escrituras, através de histórias bíblicas narradas, dinâmicas de grupo, momento da arte, orações e canções evangélicas. Se você gosta de crianças, venha ser uma coordenadora. Nosso grupo conta com oito pessoas e ficaremos felizes de ter você conosco.
Arquivo Mensal dos Eventos Comunitários

1º Templo – 1898-1951

As Raízes

“Os 25 cidadãos que, em reunião de 1º de maio de 1898, iniciaram o trabalho sistemático de conduzir uma nova comunidade evangélica, não partiram de um grão de semente. Partiram da existência de uma obra já vigorosa. A construção da estrada de ferro, partindo de Porto Alegre, alcançou essa baixada em 1876 e propiciou um rápido desenvolvimento comercial. Em breve, a “Estação” tornou-se o centro para o qual convergiam as atividades comerciais e sociais. Estava se formando uma nova comunidade, carente de todos os serviços públicos e dos relativos à vida religiosa. Sentia-se a falta de uma igreja mais próxima, para a celebração de cultos, casamentos e batizados. Sepultar seus mortos no cemitério de Hamburgo Velho significava uma tarefa penosa. Dessas necessidades, cada vez mais sentidas, partiu a iniciativa de formação da Comunidade Evangélica de Novo Hamburgo. Inicialmente dependente da Comunidade de Hamburgo Velho, a nova comunidade, fundada em 1898, desenvolveu-se e alcançou sua autonomia no ano de 1926, quando teve seu pastor próprio.”
Dalila Clementina Sperb em “Osvaldo Cruz – 100 Anos de História”.


A Primeira Ata da Comunidade, em língua alemã, registra o início desta empreitada evangélica:

“Hoje, 1º de maio de 1898, foi, pela nova iniciada Comunidade Evangélica de Novo Hamburgo, realizada a primeira sessão extraordinária. Presentes estiveram 25 associados que o comprovaram com suas assinaturas.
Primeiro: pela provisória diretória foram apresentados aos presentes os estatutos e, após minuciosos estudos e decisões, aceitos.
Segundo: foi comunicado aos presentes uma conferência havida entre a diretoria da comunidade de Hamburgo Velho e de Novo Hamburgo…
Terceiro: foi estipulado um ordenado de R$ 350$000 para o pastor não dependente da comunidade de Hamburgo Velho. Entrando em votação, 15 membros aprovaram… Foi aconselhado que para a entrada como sócio os membros deveriam pagar R$ 30$000, o que, no entanto, foi logo rejeitado, por ser considerado muito baixo.
Quarto: foi resolvido que a diretoria teria o direito de comprar três livros por conta da nova comunidade. Um para protocolos e estatutos e um para registros e outro para caixa. Seguem as assinaturas dos membros presentes: Felippe Klein, Luiz Bender, João Hartz, Carlos Diefenthaler, Carlos Sperb, Adolfo Hartz, Carlos Petry, João Kirsch, Pedro Wolf Filho, Adolfo Henckel, Francisco Klein, Pedro Lorenz, F. V. Schoenebeck, João Henckel, Fritz Aichinger, Erduram Bweergmann, Jacob Diefentach, Fritz Henckel, Carlos Blankenheim, Carlos Kondörfer, Hermann Fehse, Franz Hammer, Clemenz Lampert, H. Britzke e Carlos Kampf”.

Quinze dias depois, a Comunidade Evangélica de Novo Hamburgo inaugurou sua igreja já no Domingo “Rogate”, 15 de Maio de 1898. Sua construção deu-se no terreno doado pelo senhor Carlos Diefenthaler, fazendo parte da comissão de construção os senhores Carl Sperb, Pedro Lorenz Pedro Schmitt e João Hinkel.


A primeira Igreja da Ascensão que também abrigava a escola.
O edifício de tijolos expostos situou-se na esquina da atual Avenida Pedro Adams Filho com a de Julio de Castilhos.

Embora o prédio da igreja tenha sido inaugurado em 1898, a Comunidade de Novo Hamburgo já existia, atendida pelo pastor J. Friedrich Pechmann, da Comunidade de Hamburgo Velho. Por exemplo, já em 1894, segundo registros da época, o Pastor Pechmann confirmava jovens na igreja de Novo Hamburgo. Em 1896, no prédio da Igreja, iniciaram-se as atividades da Escola da Comunidade, hoje, Escola Osvaldo Cruz.

Escola da Comunidade de Novo Hamburgo-1900. A escola funcionava na igreja.

Quando falamos nas histórias que se “confundem”, poderíamos, também, falar que elas se “fundem”, tornando-se, praticamente, uma história única. Este foi o caso do período em que o pastor que atendia a comunidade era, ao mesmo tempo, o diretor da escola.

Os Pastores de Hamburgo Velho (1898-1926)

O Pastor Friedrich Pechmann, residindo em Hamburgo Velho, atendeu a comunidade de 1898 até 1922. A ata de 17 de julho de 1922 registra a despedida do Pastor Pechmann. A comunidade enfrentou a necessidade de conseguir os serviços de outro pastor. Solicitou-se, então, o atendimento do Pastor Kreutzer. De acordo com a proposta, o Pastor Wilhelm Richard Kreutzer passou a atender a comunidade de Hamburgo Velho e a de Novo Hamburgo, fazendo-o até 1926.

 

O Pastor Dietschi com seus alunos. Foi Pastor e diretor da escola e atuou até 1947.

 

O Primeiro Pastor de Hamburgo Novo (1826-1947)

Cresce a necessidade da comunidade desenvolver-se de maneira autônoma da Comunidade de Hamburgo Velho, como descreve D. Dalila Sperb, na primeira parte da História dos 100 anos da Escola Osvaldo Cruz:

“Discutiu-se então estudar a obtenção de um pastor próprio da comunidade, pessoa que também deveria assumir a direção da Escola, tendo a seu lado um professor auxiliar. Em ofício de 24 de Setembro de 1925, a diretoria da comunidade comunicou sua decisão de tornar-se autônoma. Em 18 de Outubro de 1926, os membros representativos da nova comunidade elegeram o P. Theophil Dietschi, então Presidente do Sínodo das Igrejas Evangélicas do Rio Grande do Sul”.

 

P. Theophil Dietschi com o grupo de confirmandas de 1940, à frente da 1ª Igreja

 

P. Theophil Dietschi com o grupo de confirmandos de 1940, à frente da 1ª Igreja

 

Escola e Igreja: uma Tradição Luterana

Se fomos repensar um pouco nossa história como Igreja Evangélica de Confissão Luterana, veremos que as chamadas “Escolas Evangélicas” são comunitárias em sua origem. No Brasil da colonização germânica, existem exemplos e mais exemplo de um empenho dos evangélicos pela educação. Podemos citar inúmeros casos, como Nova Friburgo (RJ), Rio Claro (SP), Joinville (SC) e um grande número de escolas no Rio Grande do Sul, lugar de maior concentração dos luteranos de origem alemã.

Mais próximas de nossa realidade estão as escolas evangélicas de Porto Alegre, São Leopoldo, Ivoti e a nossa Instituição Evangélica de Novo Hamburgo, composta pelas escolas Fundação Evangélica, Pindorama e Osvaldo Cruz. Quando nos reportamos ao centenário da Comunidade Evangélica de Novo Hamburgo, fica claro que as histórias da Escola e da Comunidade se “confundem” em muitos momentos. Estamos falando da escola ou comunidade?  Esta “confusão” é, de fato, uma constatação histórica. Nossa tradição evangélico-luterano aponta para ambos: O conhecimento e a fé; eles são inseparáveis. Como defendia o próprio Martim Lutero: “Verbas para Educação e não para a guerra.” – Teses de 1571.


Da Primeira (Himmelfahrkirche) para a Segunda Igreja (Ascensão)

A primeira igreja da Comunidade de Novo Hamburgo era denominada Himmelfahrkirche. O uso da língua alemã em documentos oficiais da igreja continuou até o início da Segunda Guerra Mundial, quando houve proibição governamental para uso da mesma. Assim, a partir de 1945, a velha igreja passou a ser denominada Igreja da Ascensão, tradução do antigo nome para o português. Já em 1924 surgiu a idéia da comissão de construção de uma nova igreja, numa proposta de venda da velha. Como esta primeira tentativa não deu certo, o assunto voltou em 1939, através de um folheto impresso frente e verso, lançado como o “Projeto da Igreja Evangélica de Novo Hamburgo”.

Vista do projeto idealizado na época, que acabou não sendo realizado.

 

O verso do folheto de 25 de Junho de 1939 fazia um “Apelo às famílias da comunidade Evangélica de Novo Hamburgo que vêem atravessando uma fase de apreciável e ininterrupto desenvolvimento. Conta ela com um número superior a 600 famílias, não tem dívidas e possui, segundo o relatório de 1938, bens avaliados em cerca de 257 contos. Destes bens – constituídos, em sua maioria, de imóveis – 80 a 90 contos podem ser convertidos em dinheiro, para aplicação na construção da nova igreja, cujo projeto já foi elaborado, conforme se vê dos clichês estampados neste folheto. Além da igreja, será construído também a casa paroquial, com as demais dependências. Serão precisos, inicialmente, uns 200 Contos de reis, além da importância já acima citada”.

Um novo projeto pós-guerra

Foi apenas uma década depois que o sonho de uma nova igreja logrou resultados satisfatórios:

“Em 1945 reavivou-se o entusiasmo de uma nova construção. Apoiados pelo conforto espiritual dado pelo Pastor Dietschi, quatro pessoas assumiram a missão de concretizar este objetivo: Julio Otto Schmidt, Oscar Heller, Werno kondoerfer e Cyrillo Kern. O apoio da comunidade foi a mola propulsora que os levava ao não esmorecimento. Cada um ajudava como podia.” (Erbene Terezinha Santini Heller, 1983)

Na mesma obra de Erbene Heller encontramos os seguintes depoimentos de dois membros da comissão de construção:

“Queríamos um templo que pudesse representa melhor a importância da comunidade de Novo Hamburgo. Nosso ponto de partida foi construir uma igreja que nunca pudesse ser confundida com nenhuma outra construção da cidade.” (Werno Kondoerfer)

“Além do sentido religioso, pensávamos que esta construção seria um monumento para Novo Hamburgo. As torres apontam para cima, para algo mais alto. É um dedo que aponta para Deus.” (Julio Otto Schmidt)

A comissão de construção da nova Igreja.

No início de 1948, ano do seu cinqüentenário, a Comunidade encara o desafio da construção da nova igreja, numa tarefa que levaria quase quatro anos. Em 25 de abril de 1948 aconteceu o lançamento da pedra fundamental e em 7 de Outubro de 1951 a nova Igreja da Ascensão foi festivamente inaugurada. O construtor responsável, Max Herrmann Schluepmann, entregou a chave do templo ao Pastor Heinz Kretschmer, para abrir as portas da igreja.

Para continuar a história, clique aqui (2º Templo – 1951-2011).