COMUNIDADE DA ASCENSÃO

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Durante os culto de domingo há Culto Infantil, das 09h30 às 10h30. Nossa equipe está preparada à espera de seus filhos/as ou netos/as. Traga-os para que façam parte deste Projeto Comunitário. Aqui, eles serão imersos em valores cristãos, diretamente retirados das Sagradas Escrituras, através de histórias bíblicas narradas, dinâmicas de grupo, momento da arte, orações e canções evangélicas. Se você gosta de crianças, venha ser uma coordenadora. Nosso grupo conta com oito pessoas e ficaremos felizes de ter você conosco.
Arquivo Mensal dos Eventos Comunitários

No que cremos

1. As Escrituras como norma da fé

A Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, uma das Igrejas-herdeiras da Reforma, é Igreja da Palavra, isto é, tem como um de seus pilares confessionais que somente as Escrituras são a norma determinante do que a Igreja proclama e ensina.

Em torno da Bíblia, desde a igreja antiga, foram elaborados credos e confissões que resumem e atualizam os conteúdos da fé cristã para cada época. A própria Bíblia dá algumas razões para a formulação de um credo: a necessidade de confessar o que se crê ( Mt 10.32-33; Rm 10.9-10). Jesus perguntou a seus discípulos e pergunta a nós: “Mas vós(…), quem dizeis que eu sou?”(Mt16.15). Credos e confissões são testemunhos afirmados em novas situações de conflito e mesmo sob perigo de vida e de martírio. Assim surgiram os primeiros credos ecumênicos concisos em uso na maioria das igrejas que confessam Jesus Cristo como único Senhor e Salvador.

2. Somente Cristo – somente pela graça – somente pela fé

Como o povo de Deus está num “caminho que se faz caminhando”, de tempos em tempos é necessário clarear o que diz a Bíblia e reafirmar no novo contexto o que cremos e confessamos. Os escritos confessionais do tempo da Reforma também são credos, mas elaborados com mais detalhes em meio às tensões teológicas do século 16. Quando para a salvação da “alma” eram exigidas determinadas obras e rezas, peregrinações, sacrifícios e compra de indulgências, foi necessário recorrer à Bíblia e afirmar que somente Cristo é Mediador e Salvador.

Segundo Lutero, Cristo é a mensagem central da Bíblia, e a justificação do pecador se realiza somente pela graça de Deus oferecida por Cristo. E essa graça do perdão e da salvação pode ser recebida somente pela fé, não por obras e sacrifícios que nos tornassem merecedores diante de Deus. Contudo, a fé que recebe a graça produz frutos de gratidão e torna a pessoa crente livre e atuante em obras de amor. São os dois lados da mesma moeda que, segundo Lutero, norteiam a ética cristã: “O cristão é um senhor livre de tudo, a ninguém sujeito – O cristão é um servo dedicado a tudo, a todos sujeito”. O ser livre se dá na fé, o servir, no amor. (Da Liberdade Cristã, livro de 1520).

3. Nossas confissões de fé

É claro que os credos ecumênicos e as confissões luteranas ( com especial referência à Confissão de Augsburgo, 1530, e ao Catecismo Menor de Lutero, 1529) não estão em pé de igualdade com a palavra de Deus, mas são palavras humanas em resposta à Palavra de Deus, devendo sempre ser testadas à luz das Escrituras. No entanto, não devem ser desprezados como orientação para a fé. Embora em muito menor grau, essa distinção vale, obviamente, também para hinos e liturgias, testemunhos cantados e celebrados no culto – a matriz da vida cristã e comunitária.

Hoje, experimentamos transformações cada vez mais rápidas e assaltos à fé bíblica que podem nos deixar desorientados, balançados por todo vento de doutrina (Ef 4.14). É difícil ficar imune às influências do pluralismo religioso, do subjetivismo, da busca de emoções e fenômenos, do querer sentir e “ver para crer”. Mas, com o distanciamento do que eventualmente se considera dogmatismo ultrapassado, crescem as incertezas e a solidão das pessoas. Por isso é salutar lembrar as verdades objetivamente afirmadas e confessadas, experimentadas e vividas como essenciais por pessoas que nos precederam na fé. Não se trata de verdades abstratas. São bom depósito ( I Tm 6.20; II Tm 1.14), tradições ( I Co 11.2; II Ts 2.15) e padrões éticos confiáveis, comprovados ao longo da caminhada com o Deus que se fez carne na história, que habitou entre nós por Jesus Cristo e continua presente pela Palavra, mediante a ação do Espírito Santo.

4. O que é Igreja?

Segundo Lutero, “graças a Deus, uma criança de sete anos sabe o que é a Igreja, a saber, os santos crentes e os ‘cordeirinhos que ouvem a voz de seu pastor’” ( Os Artigos de Esmalcalde, 1537). Ou seja, uma comunidade que se reúne para ouvir e acolher com fé a palavra de Jesus. Assim, a Igreja não é primordialmente uma estrutura nem um prédio. Tampouco se caracteriza como tal por ter pessoas que nela ocupam funções hierárquicas. Ela é povo, é comunidade, mas não um povo ou uma comunidade qualquer e, sim, uma congregação de irmãos e irmãs na fé que ouvem a Palavra de Deus. Por isso Lutero tembém acentuou que a igreja é criatura da Palavra. E a Confissão de Augsburgo, documento confessional básico da reforma luterana, define que a Igreja é “a congregação de todos os crentes, entre os quais o evangelho é pregado puramente, e os santos sacramentos são administrados de acordo como evangelho.”

Extraído do Site Luteranos

Vídeo Institucional sobre o tema da Justificação por Graça e Fé