COMUNIDADE DA ASCENSÃO

Rua Bento Gonçalves, 2394
Centro, 93.510-000,
Novo Hamburgo/RS
Telefone: 3582-4399 / 9166-6623
Plantão Pastoral: 9218-6696
E-Mail: ascensao@ascensao.org.br

Menu
novembro 2017
S T Q Q S S D
« fev    
 12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
27282930  
 
  • 80860Total de visitas:
  • 18(média) de visitas por dia:
500º Aniversário
figuras_611
Tema do Ano 2013
Restauração Frontal
Rádio Online
Ouça a Rádio União FM de Novo Hamburgo/RS
Ouça com o Windows Media player
Ouça com o Winamp
Ouça a Radio União enquanto navega
Tema da IECLB 2013
Culto Infantil
Durante os culto de domingo há Culto Infantil, das 09h30 às 10h30. Nossa equipe está preparada à espera de seus filhos/as ou netos/as. Traga-os para que façam parte deste Projeto Comunitário. Aqui, eles serão imersos em valores cristãos, diretamente retirados das Sagradas Escrituras, através de histórias bíblicas narradas, dinâmicas de grupo, momento da arte, orações e canções evangélicas. Se você gosta de crianças, venha ser uma coordenadora. Nosso grupo conta com oito pessoas e ficaremos felizes de ter você conosco.
Arquivo Mensal dos Eventos Comunitários

Nossa Fé, Nossa Vida

 

 Clique aqui, para baixá-lo: Nossa Fé – Nossa Vida

UM GUIA DE VIDA COMUNITÁRIA EM FÉ E AÇÃO
 
Apresentação
O Guia da vida comunitária na IECLB – Nossa Fé Nossa Vida tem-se revelado como um documento muito importante para orientar a nossa vida e missão como membros e comunidades da IECLB. Ele já foi adaptado algumas vezes e a presente revisão certamente não é a última. Como igreja luterana temos consciência da necessidade de constante reforma.
 
O grupo de trabalho, encarregado da revisão e atualização, objetivou adaptar o documento à nova visão de igreja, caracterizada pelo “ministério compartilhado”, aprovado no Concílio Geral, em 1994, bem como pela nova Constituição da IECLB, aprovada no Concílio da Igreja, em 1998. Conseqüentemente, também considerou a nova estrutura da IECLB, em forma sinodal, que valoriza a comunidade como primeiro alvo e instrumento da missão de Deus.
 
Agradecemos ao grupo de trabalho, composto pelos pastores Gerd Uwe Kliewer, Verner Hoefelmann e Günter K. F. Wehrmann, por todo empenho dedicado ao trabalho de atualização e revisão, procurando atentar à linguagem inclusiva e, sobretudo, levando em consideração as reações ao anteprojeto, recebidas pelos sínodos.
 
Com gratidão, e cientes de que também esta revisão e atualização são provisórias, entregamos o novo Guia da vida comunitária na IECLB – Nossa Fé Nossa Vida aos obreiros e obreiras, líderes, presbíteros e presbíteras e aos demais membros da IECLB.
 
O Espírito Santo queira usar este documento como instrumento para nos fortalecer e unir na missão do recriar e criar comunidade juntos, a fim de preservar e promover vida digna para todas as pessoas e toda a criação.
 
Fraternalmente,
 
 
Huberto Kirchheim
    Pastor Presidente                                                                                    Porto Alegre, Advento de 2002
 
 
Aprovado no XXIII Concílio da Igreja, em Santa Maria de Jetibá/ES, nos dias 16 a 20/10/2002
 
 
 Qual o fim e a missão da IECLB?
  
Assim diz a Constituição da IECLB,
no Art. 3º:
  
Em obediência ao mandamento do Senhor,
a IECLB, através de suas Comunidades,
tem por fim e missão:
 
I  – propagar o Evangelho de Jesus Cristo
II – estimular a vivência evangélica pessoal, familiar e comunitária;
III – promover a paz, a justiça e o amor na sociedade;
IV – participar do testemunho do Evangelho no País e no mundo.
 
 

 

  
 NOSSA FÉ – NOSSA VIDA
UM GUIA DE VIDA COMUNITÁRIA EM FÉ E AÇÃO
 
 
Que é a Igreja Evangélica
de Confissão Luterana (IECLB)?
 
Convívio de
pessoas
batizadas
É o convívio de pessoas por ela batizadas ou admitidas,
diferentes umas das outras, todas elas, no entanto,
chamadas para viverem seu batismo.
 
 
Povo
de Deus
Nesse batismo
Deus nos dignifica
para sermos membros de seu povo,
pela obra salvadora de seu Filho.
 
 
Igreja
de Jesus Cristo
no país
Como igreja cristã,
o Espírito Santo nos chama a participar
do serviço de Cristo no mundo,
no ambiente em que vivemos.
Somos, desta forma,
igreja de Jesus Cristo no Brasil.
 
 
Associação
religiosa
 
Segundo a lei de nosso país,
somos, como entidade civil,
uma associação religiosa
constituída por comunidades evangélicas
e organizada legalmente em paróquias e sínodos.
 
 
Que cremos?
 
 
Deus
nos cria
 
Cremos que Deus cria a nós,
o universo e tudo que nele existe;
cremos que somos sua propriedade.
 
 
Deus
nos salva
 
Cremos que Deus nos salva
por Jesus Cristo.
Pelo seu poder ele nos liberta
do campo de força do pecado.
 
 
Deus nos
santifica
 
Cremos que Deus nos santifica
pelo Espírito Santo.
Ele nos faz renascer para uma nova vida
e nos torna seus discípulos e suas discípulas.
 
 
 
 
Que significa "confissão luterana"?
 
 
Pertencemos
à comunhão das igrejas luteranas
 
Integramos a comunhão das igrejas luteranas,
que confessa e manifesta sua fé,
baseada nas Sagradas Escrituras,
pelos credos da igreja antiga,
pela Confissão de Augsburgo
e pelo Catecismo Menor de Lutero.
 
 
Cremos em uma só igreja de Cristo,
a comunhão dos santos;
cremos na boa nova da justificação pela graça,
abraçada na fé.
Cremos que este evangelho cria vida nova,
reformando constantemente a igreja.
 
 
Tradição
confessional
no contexto
da igreja
mundial
 
Nossa tradição confessional
não nos isola de outros cristãos.
Com ela participamos da ecumene.
Vinculados em fé e ação
com todas as igrejas no mundo
que confessam Jesus Cristo
como Senhor e Salvador,
procuramos viver a unidade
da igreja de Jesus Cristo:
universal, una, santa e apostólica.
 
 
Por que igreja organizada?
 
 
A igreja não pode ser feita por nós.
Através do Espírito Santo Deus nos chama,
por sua palavra
e por seus sacramentos,
e nos faz membros de seu povo.
 
 
Organização
a serviço
da vida
e da missão
da igreja
 
Como membros deste povo,
nos reunimos em comunidade
e organizamos o nosso convívio:
Estabelecemos normas e ordens
e criamos as condições indispensáveis
para uma atuação missionária conjunta.
As formas de organização
podem mudar e também diferir,
mas sempre devem estar a serviço
de Cristo e de sua missão.
 
Que faz a IECLB?
 
 
Proclama
a boa nova
 
A IECLB é instrumento
através do qual Deus nos faz
proclamar e viver a boa nova da salvação,
testemunhada nas Sagradas Escrituras
do Antigo e do Novo Testamentos.
 
Concretiza
o amor
 
Através dela, Deus nos faz viver o amor,
empenhando-nos pelo bem-estar
e pela salvação do próximo.
 
Promove
a comunhão
Através dela, Deus nos faz viver em comunhão,
como membros de seu povo no mundo.
 
 
Como a IECLB realiza sua tarefa?
 
Pelas
comunidades
e pela
direção geral
A IECLB realiza sua tarefa
pelas comunidades e paróquias,
que são a base de seu trabalho,
e pelas direções em nível sinodal e geral.
 
 
Promove
e coordena
a vida e a ação
em comum
A direção da igreja empenha-se
em fortalecer e aprofundar
a comunhão entre as comunidades;
em auxiliar na concretização de seus objetivos;
em promover o intercâmbio de suas forças e meios
em prol da vida e ação missionária em comum.
 
 
Forma
obreiros e obreiras
 
Para tanto, cuida da ordem na igreja
e da formação de obreiras e obreiros,
acompanhando e regulamentando
sua vida funcional e disciplinar.
 
 
A comunidade realiza sua tarefa
de participar do serviço de Cristo
sob responsabilidade própria,
orientada pela direção da igreja.
 
A comunidade congrega seus membros
em torno de um centro comum
de culto, pregação e celebração dos sacramentos.
Anima e promove a participação dos membros
na concretização de seus objetivos:
 
 
 
 
 
Congrega
os membros
e promove
a participação
 
Testemunhar o evangelho
dentro e fora das fronteiras da comunidade;
zelar para que o testemunho seja dado
segundo a confissão luterana;
dedicar-se à assistência espiritual e à ação diaconal;
promover o ensino e a formação evangélica luterana
das pessoas batizadas;
engajá-las, conforme seus dons,
nos desafios da vida comunitária e social,
com vistas à promoção do bem-comum.
 
 
Cria
e mantém
instituições
 
Comunidade, sínodo e igreja geral
podem criar e manter
serviços, órgãos e instituições
educacionais e diaconais
para cumprir sua tarefa.
 
 
Quem é membro da IECLB?
 
Membro
pelo batismo
 
Somos membros da IECLB
pelo batismo que ela administra ou reconhece.
 
 
 
Membro
por
admissão
 
O membro de outra igreja cristã é admitido
mediante profissão de fé,
após ter recebido a necessária instrução
sobre a doutrina e vida comunitária da IECLB.
A admissão de menores de catorze anos
deve ser requerida
pelo responsável por sua educação.
 
Membros
inscritos
 
Todas as pessoas batizadas são inscritas
no quadro de membros da comunidade.
 
 
 
Membro
votante
e elegível
 
Temos direito a voz e voto,
na assembléia da comunidade,
a partir da confirmação ou profissão de fé.
Podemos ser eleitos para cargos deliberativos
a partir dos dezoito anos,
e para cargos executivos, a partir dos 21 anos.
 
 
Que faz o membro da IECLB?
 
O membro integrado na comunidade
participa na vida de culto da comunidade.
 
 
 
Participa
na vida
e no serviço
da comunidade
 
É ali que Deus nos serve,
por meio da palavra, dos sacramentos
e da comunhão fraternal,
em solidariedade e partilha.
O serviço de Deus nos conforta,
liberta e nos desafia para lhe servirmos
na comunidade e no mundo em que vivemos.
 
Por gratidão,
o membro contribui financeiramente com a comunidade, para que esta possa realizar a missão de Deus no mundo,
manter a sua administração,
bem como da paróquia, do sínodo e da IECLB.
 
A comunidade
é alvo
e instrumento
da missão
de Deus
 
A comunidade é, pois,
alvo e instrumento da missão de Deus.
A fim de conscientizar e capacitá-la
para essa tarefa,
Deus lhe concede ministérios, cargos e funções.
 
 
OS MINISTÉRIOS – CARGOS E FUNÇÕES
NA IGREJA
 
 
Que são os ministérios?
 
 
Cargos
e funções
a serviço do
evangelho
 
Na igreja, a rigor,
há um só ministério:
o de testemunhar o evangelho de Cristo,
confiado à comunidade.
Todos os outros ministérios específicos,
criados pela comunidade ou igreja,
devem estar a serviço daquele.
 
 
Quem realiza a obra de Cristo no mundo?
 
 
Cada
membro
participa
da obra
de Cristo
Todos nós, como membros da igreja de Cristo,
somos sacerdócio real,
representantes de Deus,
encarregados por ele mesmo,
para proclamar e viver
a boa nova da salvação em Cristo,
no ambiente em que vivemos.
 
 
Com que participamos da obra de Cristo?
 
 
Cada um
com
seu dom
 
Os membros da comunidade têm muitos dons,
nem sempre conhecidos e despertados.
Todos eles devem ser utilizados
na busca do alvo da comunidade:
ser instrumento da missão de Deus no mundo.
 
 
 
 
 
 
 
 
Ministérios
específicos
agem de
maneira
compartilhada,
 
motivando e
capacitando
os membros
para o seu
testemunho
 
Na IECLB temos quatro ministérios específicos:
o pastoral, o catequético, o diaconal e o missionário.
São desdobramentos
do único ministério de testemunhar o evangelho.
São oriundos dele e para ele estão voltados.
Entre si dividem funções e atribuições específicas,
compartilhando do mesmo objetivo último,
denominado „Ministério Eclesiástico“.
Os quatro ministérios específicos
agem de maneira compartilhada, tanto entre si
quanto com as pessoas colaboradoras e líderes,
atuando com elas em equipe.
 
Eles motivam os membros da comunidade
a lerem a Bíblia,
a fim de conscientizá-los de sua vocação
e capacitá-los para o serviço
de testemunhar o evangelho
em família, lugar de trabalho e estudo,
comunidade e sociedade em geral.
Estão, portanto, a serviço
do “sacerdócio universal de todos os crentes“.
Esse serviço motivador e instrumentalizador
denominamos “ministério compartilhado“.
 
 
Qual a função do ministério pastoral?
 
 
 
 
Pregar a palavra,
administrar
os sacramentos
 e aconselhar
 
O pastor e a pastora, credenciados pela igreja,
são chamados pelo conselho paroquial
ou outro órgão diretivo para exercer,
segundo o ministério compartilhado,
a pregação pública do evangelho,
a administração dos sacramentos
e o aconselhamento pastoral.
Dedicam atenção especial à formação
e ao acompanhamento de pessoas colaboradoras leigas.
Juntamente com os demais ministérios específicos,
são co-responsáveis pela administração da comunidade.
 
 
Qual a função do ministério catequético?
 
 
 
 
 
Ensinar
a fé cristã
em todas
as faixas etárias
 
O e a catequista, credenciados pela igreja,
são chamados pelo conselho paroquial,
por outro órgão diretivo da igreja ou pela escola,
para exercer, segundo o ministério compartilhado,
a educação cristã, em todas as faixas etárias
e nos múltiplos contextos educacionais.
Dedicam atenção especial
à formação e ao acompanhamento
de pessoas colaboradoras leigas. 
 
 
 
Qual a tarefa do ministério diaconal?
 
 
 
 
Testemunhar o amor de Deus
por meio
da ação diaconal
 
A diácona, o diácono ou a diaconisa,
credenciados pela igreja,
são chamados pelo conselho paroquial,
por outro órgão diretivo da igreja ou instituição diaconal,
para exercer, segundo o ministério compartilhado,
o testemunho prático da fé cristã,
promovendo o bem-estar integral
de pessoas e do meio ambiente.
Empenham-se na prevenção e cura
do sofrimento humano,
trabalhando pela eliminação das causas dos males.
Dedicam atenção especial à formação
e ao acompanhamento de pessoas colaboradoras leigas.
 
Qual a tarefa do ministério missionário?
 
 
Testemunhar
o evangelho
além
das fronteiras
da comunidade
 
O missionário e a missionária, credenciados pela igreja,
são chamados pelo conselho paroquial
ou outro órgão diretivo da igreja,
para exercer, segundo o ministério compartilhado,
o serviço evangelístico,
especialmente além de suas fronteiras.
Empenham-se na formação e edificação de comunidade.
Nesse sentido atuam em estreita ligação
com a paróquia mais próxima e o respectivo sínodo
e sob sua coordenação.
Dedicam atenção especial à formação
e ao acompanhamento de pessoas colaboradoras leigas.
 
 
Qual a tarefa de pessoas colaboradoras leigas?
 
 
Colaborar
com os
ministérios
específicos
 
A amplitude da missão de Cristo requer
que a comunidade chame pessoas leigas
para participarem, segundo o ministério compartilhado,
na realização de cultos e ofícios,
na instrução cristã, assistência, orientação de grupos, visitação, música, administração
e em outros campos de ação,
conforme necessidade e possibilidade.
 
 
 
 
Administrar
e assegurar
continuidade
do trabalho
 
Qual a tarefa de presbíteros e presbíteras?
Eles administram e dirigem a comunidade,
assegurando a continuidade do trabalho eclesiástico
em todos os setores da comunidade,
segundo o ministério compartilhado,
em co-responsabilidade com obreiros e obreiras.
Juntamente com esses e as pessoas colaboradoras leigas
atuam em equipe.
 
 
Quem exerce a direção em nossa igreja?
 
 
 
 
Membros
eleitos
pela
comunidade
 
Assim como a comunidade,
também a nossa igreja
chama dentre seus membros
aqueles que a dirigem,
em nível paroquial, sinodal e nacional.
A comunidade participa da eleição dos mesmos,
através dos seus delegados que a representam
na reunião do conselho paroquial,
na assembléia sinodal e no concílio da igreja.
 
 
Que é necessário para exercer uma função?
 
 
 
Qualificação
e preparo
 
Todo membro da igreja
que nela recebe uma tarefa específica,
seja no ministério diaconal, catequético, missionário,
pastoral ou no serviço de presbítero e presbítera,
deve estar consciente de sua vocação.
É devidamente preparado para sua função
por meio de cursos, seminários e retiros,
realizados pelos responsáveis
nos respectivos setores de trabalho. 
 
 
Credenciamento
e incumbência
 
 
Deve ser credenciado
pelos órgãos competentes
e oficialmente incumbido
do cargo a ele confiado.
 
 
O CULTO –
REUNIÃO DA COMUNIDADE CRISTÃ
 
 
Por que nos reunimos em culto?
 
Cristo
está
presente
Confiamos na promessa de Jesus Cristo
de estar presente
onde duas ou três pessoas
estão reunidas em seu nome.
 
Adoramos
e
louvamos
O Espírito Santo nos faz reconhecer que Deus
é nosso Pai e doador de todas as coisas.
Nos faz saber que Deus veio ao nosso encontro
e nos serviu em Jesus Cristo.
Faz-nos agradecer a Deus por este serviço,
Adorando-o e louvando-o.
 
 
 
 
 
 
Procuramos a comunhão
com Deus,
com os irmãos
e as irmãs
O Espírito Santo fortalece a comunhão
no encontro com outras pessoas.
Faz-nos sair do isolamento.
Confronta-nos com a palavra de Deus,
fazendo-nos conhecer sua vontade.
Pelo sacramento do santo batismo
certifica-nos de sua aliança.
Pelo sacramento da ceia do Senhor
une-nos no mistério do corpo de Cristo,
fortalecendo-nos para a missão
de servir a Deus e ao próximo.
 
 
Onde se realiza o culto?
 
 
 
No templo
ou
em outro lugar
O culto acontece em local devidamente preparado,
no templo ou em outro lugar.
Deve favorecer um ambiente
em que Deus nos serve
com sua palavra, os sacramentos e a bênção
e facilitar a adoração comunitária.
 
 
Por que culto em domingo?
 
 
Dia de
descanso
Baseados no testemunho da Bíblia,
trabalhamos seis dias
e descansamos no sétimo.
Desde o início, o Dia de descanso
foi santificado e chamado o Dia do Senhor.
 
 
Dia do
Senhor
Ele nos é oferecido para fortalecer-nos,
em todos os sentidos, no viver diário.
Para a comunidade primitiva,
o primeiro dia da semana,
tornou-se o "Dia do Senhor"
por causa da ressurreição de Jesus Cristo,
o evento central da fé cristã.
 
Dia
apropriado
para celebrar
Por isso, o domingo
é um dia apropriado para celebrar cultos,
embora também possam ser realizados
em qualquer outro dia da semana.
 
 
Qual o sentido da forma de culto?
 
 
 
 
Ajuda
a participar
 
A forma de culto facilita
a participação consciente das pessoas.
Historicamente, nossa ordem de culto
apresenta variações na forma,
devido às diferentes tradições
e situações de nossas comunidades.
 
Novas
formas
de culto
Novas formas de culto,
elaboradas no espírito da confissão luterana,
podem ajudar-nos a compreendê-lo melhor.
 
 
 
Formas
em comum
Na medida do possível,
essas formas devem ser adaptadas à ordem vigente.
Isso ajuda a nos sentirmos ambientados,
mesmo quando nos reunimos
com irmãos ou irmãs em outro lugar.
 
 
Quem dirige o culto?
 
 
Pastor, pastora
ou membro
incumbido
O culto é a reunião da comunidade em nome de Deus;
é ela, portanto, quem o realiza.
O pastor ou a pastora dirigem o culto,
podendo encarregar, em concordância com o presbitério,
outros obreiros e obreiras, membros ou grupos
com a direção parcial ou total.
 
 
Qual o sentido das diferentes partes do culto?
Hinos
e música
expressam
nossa fé
Hinos e música no culto
servem para expressar
o que nos move como filhos e filhas de Deus,
louvando-o e glorificando-o
como nosso Criador, Salvador e Santificador.
 
 
Confissão
de pecados
e perdão
Por intermédio da confissão dos pecados
reconhecemos o quanto ficamos devendo,
perante Deus e às outras pessoas.
Pedimos perdão e o recebemos
pela proclamação da graça de Deus,
que nos coloca na relação certa.
 
 
 
 
 
 
Prédica
é comunicação
do evangelho
A prédica,
que pode acontecer em diferentes modalidades,
é a comunicação do evangelho.
Ela nos confronta com a vontade de Deus,
nos consola e lembra
da nossa tarefa como pessoas cristãs,
preparando-nos para a ação missionária
em nossa vida diária.
 
 
 
Confissão da fé
glorifica
e compromete
Por meio da confissão pública da fé,
glorificamos os feitos de Deus
e nos comprometemos a viver,
digna e responsavelmente,
em comunhão com Deus,
com as pessoas e o meio ambiente.
 
 
Oferta
é sinal
de amor
Nossa solidariedade com outras pessoas
se torna concreta
quando recolhemos a oferta,
dada em gratidão a Deus
e em favor do próximo.
 
 
Anúncios
convidam
à intercessão
Os anúncios e avisos
servem para nos informar
sobre realizações e acontecimentos,
relacionados com a vida em comunidade e sociedade,
convidando para intercessão e ação.
 
 
 
Oração
é agradecer,
lamentar,
pedir
e interceder
Ao orarmos no culto,
agradecemos pelas dádivas de Deus,
por sua bondade e seu amor.
Lamentamos pelos sofrimentos e pelas dores.
Rogamos por seu auxílio
e intercedemos em favor das necessidades do mundo,
deixando de pensar apenas em nós mesmos.
Na oração nos voltamos para Deus
e para as pessos.
 
Sacramentos:
palavra visível
e atuante
O batismo e a Ceia do Senhor
nos transmitem
a promessa do evangelho
em palavra visível e atuante.
 
 
A bênção
envia para
uma vida
em fé
e ação
A bênção, no fim do culto, nos assegura
que Deus está conosco em todas as situações.
Incumbe-nos de passar adiante
o que recebemos e aprendemos.
Sob a bênção, saímos da reunião
dispostos a viver o culto
no serviço de Deus no mundo.
 
 
 
BATISMO – O GRANDE DOM DE DEUS
 
 
Por que batizamos?
 
 
 
Deus
estabelece
a aliança
 
Batizamos porque Deus quer dar nova vida a todos.
Cristo nos enviou com a tarefa
de fazer discípulos de todas as nações,
batizando-os em nome de Deus
Pai, Filho e Espírito Santo,
e ensinando-os a guardar
todas as coisas que Cristo ordenou.
No batismo em nome do trino Deus
nos é oferecida a graça de Deus
que nos faz seus filhos e suas filhas
e nos motiva a viver em comunidade.
 
 
Que nos dá Deus no batismo?
 
 
Nova vida
em Cristo
 
Pelo batismo participamos
da vida, morte e ressurreição de Cristo por nós.
Somos marcados por sua cruz,
que é a vitória sobre o nosso fracasso
e o ponto de partida para um novo começo.
 
Aceitos por graça, somos chamados a
andar em novidade de vida,
oferecendo-nos a Deus
como instrumentos de justiça.
 
 
Por que batizamos com água?
 
 
 
 
Água comunica
morte
para o pecado
 
A água que usamos no batismo,
unida à palavra de Deus,
nos comunica que
morremos para o pecado
e ressurgimos
mediante o lavar regenerador do Espírito Santo,
para uma vida nova a cada dia.
 
 
Quem é batizado?
 
 
Crianças e
pessoas adultas
Batizamos as crianças,
porque a graça de Deus vem ao nosso encontro
sem que a tenhamos merecido, solicitado ou entendido.
Esta graça quer ser abraçada na fé,
tanto por parte dos pais e padrinhos
quanto, posteriormente, pela criança.
A fé, contudo, é despertada e mantida,
até o fim bem-aventurado, pelo Espírito Santo.
Neste mesmo sentido, após o devido preparo,
também batizamos pessoas adultas,
que professam sua fé nesta ocasião.
Tal batismo não requer o ato posterior da confirmação.
 
Na reunião de irmãos e irmãs
 
Batizamos na igreja, durante o culto,
ou, excepcionalmente, em qualquer outro lugar,
mas sempre na reunião com irmãos e irmãs.
 
 
Quem batiza?
 
 
 
O pastor,
a pastora ou
um membro
incumbido
O sacramento do batismo
é ministrado pelo pastor ou pela pastora
da comunidade do batizando.
Esta função pode ser delegada
a outros obreiros e obreiras
ou a um membro da comunidade,
devidamente incumbido.
 
Em caso de emergência
qualquer pessoa cristã pode batizar,
observada a presente ordem.
Também tal batismo
deve ser inscrito no registro batismal
e a criança, em caso de restabelecimento,
ser apresentada em culto à comunidade.
 
 
Como realizamos o batismo?
 
 
 
Conforme
a ordem
de Jesus Cristo
Pela mensagem bíblica
conscientizamo-nos da ordem do Cristo ressurreto
de fazer discípulos,
lembrando-nos de sua promessa
de estar sempre conosco.
 
Deus aceita a pessoa batizada
como herdeira da vida eterna,
e compromete a comunidade
a acolhê-la e valorizá-la como membro.
 
 
 
Com
simples água
e bênção
 
Mencionamos seu nome
e a batizamos, com água simples,
em nome de Deus Pai, Filho e Espírito Santo.
Impomos nossas mãos,
durante a oração pela bênção,
para que Deus a tenha em suas mãos
e use nossas mãos para acompanhá-la
em seus caminhos.
 
 
Quem pode ser padrinho ou madrinha?
 
 
 
Quem é
exemplo
na fé
 
Pode assumir a função de padrinho ou madrinha
quem foi batizado e professou sua fé,
quem vive confiante no trino Deus,
participa em sua comunidade
e quem tem condições de orientar
e apoiar a pessoa batizada na vida e na fé evangélica.
É desejável que pelo menos a metade
dos padrinhos e das madrinhas seja da IECLB.
 
 
 
 
 
Introduzem a
pessoa batizada
na fé
 
Como pai, mãe, padrinhos e madrinhas
desempenham sua função?
 
Confessam sua fé em Cristo;
comprometem-se em auxiliar a pessoa batizada
na vivência desta fé,
introduzindo-a na mensagem bíblica,
incentivando-a a confiar, a crer e a amar,
e preparando-a
para colocar seus dons a serviço.
Tudo isto através do seu testemunho
e seu exemplo pessoal.
 
 
Por que o diálogo pré-batismal?
 
 
Necessitamos
de preparo
 
O diálogo, antes do batismo,
no encontro com os pais, padrinhos e madrinhas,
visa prepará-los para sua missão,
a fim de que sejam conscientes em sua ação.
 
 
Que é a bênção à mãe ou aos pais?
 
 
Bênção é
dádiva e
compromisso
 
Com a imposição das mãos abençoamos,
em nome de Deus, a mãe e o pai da criança.
A bênção os compromete
a serem pai e mãe responsáveis
e os lembra de que podem contar com Deus,
seu auxílio e sua proteção.
 
 
Quando pode ser negado o batismo?
 
Quando
há falta
de sinceridade
na fé
 
O presbitério com o pastor ou a pastora
podem negar a realização do batismo,
quando este grande dom de Deus é menosprezado
por pessoas ignorantes, indiferentes, incrédulas
ou que não participam da vida comunitária,
fazendo do batismo um mero costume.
 
 
Pode o batismo ser repetido?
 
 
 
É realizado
uma só vez
na vida
 
Por causa da fidelidade e santidade de Deus,
o batismo realizado conforme a presente ordem,
acontece uma só vez na vida.
Devemos, no entanto,
viver o batismo diariamente.
Mediante o arrependimento
Deus afoga em nós o pecado
e através do perdão nos faz ressurgir
para uma nova vida de fé e amor.
 
 
 
A CEIA DO SENHOR
 
 
Que é a ceia do Senhor?
 
 
 
Comunhão
com Cristo,
com irmãs e
irmãos
 
A ceia do Senhor
é a celebração da comunhão
mais íntima possível com Cristo,
com as irmãs e os irmãos na comunidade.
Cristo – que por nós morreu, ressuscitou
e voltará no final dos tempos
para erguer em definitivo seu reino -
realmente se torna presente.
 
Ele nos serve como hospedeiro e alimento.
Dá-nos seu corpo e sangue,
em forma de pão e vinho.
Convida-nos a participar
alegremente de sua ceia.
Proclama a vitória sobre nosso pecado,
fracasso, egoísmo e desunião.
Permite-nos antecipar a alegria do banquete eterno.
Ele nos envolve, pelo perdão e pela partilha,
numa nova relação com Deus,
conosco mesmos, com irmãs e irmãos.
Liberta-nos para repartir o pão nosso de cada dia.
 
 
Onde celebramos a ceia do Senhor?
 
Na reunião
com irmãos
e irmãs
 
Celebramos a ceia do Senhor
sempre na reunião com os irmãos e as irmãs:
na igreja, no lar, no hospital
ou em outro lugar.
 
 
Como nos preparamos?
 
 
 
Reconhecemos
o quanto
ficamos devendo
 
 
Arrependidos
aceitamos
e praticamos
o perdão
 
 
A fim de participarmos dignamente
da ceia do Senhor,
analisamos nossa situação
perante Deus e o meio em que vivemos,
à luz da vontade dele.
 
Ao constatar nossa situação precária,
dirigimo-nos a Deus, em oração,
ao próximo, em conversa franca,
e nos arrependemos de nossas faltas.
 
Estamos dispostos a melhorar o modo de viver,
aceitando o perdão de Deus e do outro
e concedendo-o ao próximo.
 
 
Como celebramos a ceia do Senhor?
 
Lembrados da ordem de Cristo,
realizamos a ceia em sua memória.
Comemoramos a vinda, vida, morte, ressurreição
e a volta de Cristo.
 
 
Em comunidade,
com pão,
vinho e
as palavras
da instituição
 
Segundo as palavras da instituição,
ele se oferece a nós,
em seu corpo e seu sangue,
para a remissão dos pecados.
Quando a comunidade celebra,
com pão, vinho e as palavras
da narrativa da instituição da ceia,
Cristo recria e cria a comunhão.
 
 
Que acontece na ceia do Senhor?
 
 
Libertação
de nossa culpa
 
Ao recebermos a palavra de perdão
junto com pão e vinho,
experimentamos na fé
a libertação da culpa.
 
Comunhão
com Deus
e o meio
em que vivemos
 
 
Partilha solidária
Assim é renovada
a comunhão com Deus,
com os irmãos e as irmãs
e com o meio em que vivemos.
 
O amor de Deus,
que se reparte em nosso favor,
nos liberta e motiva para o repartir solidário.
 
 
Antegozo da
eterna comunhão
 
Através da ceia do Senhor
experimentamos, já agora,
um antegozo do que ele nos dará,
em plenitude, no seu reino:
a eterna comunhão
em justiça, paz e amor.
 
 
Por que oramos na ceia do Senhor?
 
Agradecemos,
louvamos
e pedimos auxílio
 
Por meio da oração na ceia
expressamos gratidão e louvor pelo amor de Cristo.
Ele vem a nós,
torna-se nosso irmão,
e nos reveste com amor e dignidade.
Pedimos seu auxílio
para perdoar e amar o próximo
e promover paz e justiça no mundo.
 
 
 
 
 
 
 
Por que pão e vinho?
 
 
Na véspera de sua morte,
Jesus confraternizou com seus discípulos,
comemorando, na ceia pascal,
a libertação do povo de Deus.
 
 
 
 
Pão e vinho
re-presentam
o Deus libertador
 
Ao dar-lhes pão e vinho,
ele se ofereceu a si mesmo,
fazendo-os participantes
da libertação universal,
oferecida a todos e todas,
por sua morte e ressurreição.
Por isso usamos o pão ou a hóstia,
feitos de farinha e água,
bem como o vinho.
Por amor e solidariedade com crianças
e pessoas que se abstêm de bebida com teor alcoólico, oferecemos suco de uva.
 
 
Quando participamos da ceia do Senhor?
 
Freqüentemente
durante
todo o ano
 
Participamos da ceia freqüentemente,
pois a comunhão com Cristo, os irmãos e as irmãs
precisa ser alimentada sempre.
 
 
Quem distribui a ceia do Senhor?
 
 
Pastor, pastora
ou outra pessoa
incumbida
A administração do sacramento da ceia
cabe ao pastor, à pastora
ou a outra pessoa obreira ou colaboradora,
incumbida desta tarefa.
 
 
Quem pode participar da ceia do Senhor?
 
 
 
Quem procura comunhão
Como pessoas batizadas
somos convidados a participar da ceia
quando livremente desejamos
que seja revigorada a comunhão com Deus,
com a comunidade e com a criação.
Nesta comunhão também crianças batizadas,
ainda não confirmadas, podem participar.
 
 
 
 
 
Quem não está preparado?
 
 
Quem
não reconhece nem perdoa
pecado,
não está
disposto a
aceitar o perdão
nem a repartir
Não estamos preparados
para participar da ceia,
quando não reconhecemos os pecados
e deles não nos arrependemos;
quando não estamos dispostos
a melhorar nossa vida,
quando não aceitamos o perdão de Deus
e não perdoamos ao próximo,
quando não repartimos as dádivas recebidas.
 
 
 
CONFISSÃO E ABSOLVIÇÃO
 
 
Por que confessar os pecados?
 
Falhamos
perante Deus,
os irmãos e o meio em que vivemos
À luz da palavra de Deus,
Reconhecemos que falhamos diariamente
no que fazemos e deixamos de fazer.
Tornamo-nos culpados perante Deus
e o meio em que vivemos,
perturbando ou destruindo a comunhão
e a integridade da criação.
 
Por outro lado, experimentamos
que o perdão da culpa reconhecida
restabelece a comunhão
com Deus e com o meio em que vivemos.
 
 
Que fazer para receber o perdão?
 
 
Superar
orgulho, medo
e inibições
Não nos desculpamos apenas,
nem nos fechamos em nós mesmos,
nem ainda procuramos compensar nossa culpa
com bons propósitos e boas ações.
Pelo contrário, confiantes no perdão,
superamos nosso orgulho,
medo e inibições.
 
Reconhecer
arrepender-se
e confessar
Reconhecemos a culpa e
em arrependimento sincero a confessamos,
rogando que sejamos perdoados,
para que possamos iniciar vida nova.
 
 
 
 
A quem confessar os pecados?
 
 
A Deus
e ao próximo
Devemos confessar os pecados a Deus,
individualmente, em oração;
em conjunto, na reunião dos irmãos e das irmãs;
ao próximo, diante de quem falhamos,
dando, se possível, o primeiro passo
para reparar a falta cometida.
 
 
A quem procurar quando a consciência pesa?
 
 
 
 
 
O confessor
ou a confessora
Quando sentimos a necessidade
de encontrar consolo e perdão,
procuramos o pastor, a pastora
ou outro obreiro e obreira
ou outra pessoa em quem depositamos confiança.
O confessor ou a confessora, por ordem de Cristo,
nos pode dar a absolvição,
que aceitamos como sendo de Deus mesmo.
O obreiro ou a obreira, pelo voto de ordenação,
é obrigado a guardar sigilo sobre a confissão.
A mesma coisa se espera de qualquer pessoa
que ouviu uma confissão.
 
Que é a absolvição ou a retenção dos pecados?
 
 
Poder
de perdoar
ou reter
pecados
Jesus Cristo delegou aos discípulos
o poder de perdoar pecados às pessoas arrependidas
e de retê-los às pessoas impenitentes.
Por conseguinte, a comunidade cristã
é chamada a praticar
esta grande oferta do perdão dos pecados
e a responsabilidade de retê-los.
 
 
Que nos oferece a absolvição individual?
 
 
Conforto
espiritual
O perdão concedido individualmente é,
antes de mais nada,
a grande oportunidade de conforto espiritual.
 
 
Libertação
da culpa
Pela absolvição, experimentamos
alívio em nossa consciência atribulada
e libertação do peso da culpa não perdoada.
Somos fortalecidos para uma vida nova.
 
 
 
 
 
 
Quando não há perdão?
 
 
 
Em caso de
impenitência
Não haverá perdão
se não estivermos dispostos
a reconhecer nossa culpa,
nem a nos arrepender,
nem ainda a reparar,
quando possível, nossas faltas.
 
 
 
Quais as conseqüências do perdão?
 
 
Reconciliação
e reparação
O perdão de Cristo nos reconcilia
e restabelece a comunhão
com Deus e com o meio em que vivemos.
Por isso somos chamados
a reparar as faltas cometidas,
mostrando, assim,
que estamos dispostos
a produzir frutos dignos
de arrependimento sincero.
 
 
 
 
A CONFIRMAÇÃO
 
Que é a confirmação?
 
Resposta
à ação
de Deus
Para viver conscientemente a fé,
à qual somos chamados pelo batismo,
e ser eficientes cooperadoras e cooperadores de Deus,
devemos estar preparados.
Pois a aliança, que Deus faz no batismo,
requer de nós uma resposta pessoal:
 
Confirmar
o sim de Deus
Sim, Senhor, quero viver contigo em tua comunidade
e servir-te com meu tempo, meus dons, talentos e bens“.
 
 
O culto de confirmação
 
Bênção
e comunhão
 
O culto de confirmação
nos irmana com a comunidade,
com mães, pais, padrinhos e madrinhas.
Deus, através de sua palavra
e sacramento da ceia do Senhor,
confirma-nos sua aliança
e nos fortalece e envia para a missão.
 
 
Como professamos nossa fé?
 
Publicamente
com os credos
da igreja antiga
ou com
as palavras
próprias
 
Confessamos publicamente nossa fé
com as palavras do credo apostólico ou niceno,
que temos em comum
com todas as pessoas cristãs na terra,
ou com palavras próprias.
Expressamos o propósito
de aceitar a incumbência de Deus,
de servir como seus instrumentos,
junto com as irmãs e os irmãos
dentro e fora da comunidade.
 
 
 
Renova
a bênção
 
Na oração da comunidade
e na imposição das mãos,
Deus renova sua bênção.
 
Por meio do Espírito Santo,
certifica-nos de seu amor,
proteção e amparo em todo o mal.
Dá luz a nossos passos
pela palavra que nos é dada
como lema para a vida.
 
Deposita em nós sua confiança
e nos valoriza como pessoas colaboradoras
em sua missão salvadora no mundo.
 
 
Como nos preparamos para a confirmação?
 
 
Participando
do ensino
 
Participamos do ensino confirmatório,
a partir dos onze anos,
em encontros e cursos, seminários e retiros,
com duração mínima de 50 horas.
 
 
Qual a finalidade do preparo?
 
 
Ensinar
e ensaiar
a vivência da fé
 
O preparo nos quer ensinar as bases da fé,
através da mensagem bíblica,
da confissão de nossa igreja,
do testemunho do Catecismo Menor
e da vivência da comunhão cristã.
 
 
 
Facilitar a
experiência
e prática da fé
 
O preparo também quer facilitar a
experiência e prática de uma vida de fé e amor.
Como parte do preparo pode haver,
após devida conscientização,
a celebração da ceia do Senhor,
no grupo do ensino confirmatório.
 
 
Quem prepara?
 
Catequista,
pastor, pastora
ou membro
incumbido
O preparo é dado por catequista, pastor, pastora
ou por um membro sob sua orientação,
devidamente incumbido desta tarefa.
 
 
Pais, mães,
padrinhos e
madrinhas
 
Participam também as mães, os pais,
padrinhos e as madrinhas.
Segundo a promessa que fizeram no batismo.
incentivam os jovens e as jovens para o estudo,
acompanhando-os em seu desenvolvimento;
apoiando-os com sua convicção,
seu exemplo e testemunho pessoal.
 
 
Qual a finalidade do culto de apresentação
de confirmandos e confirmandas?
 
 
 
 
 
Evidenciar
a instrução na fé
que implica
participação na vida comunitária
 
O preparo é concluído num culto,
antes da confirmação,
em que os confirmandos e as confirmandas,
juntamente com seus pais, mães,
padrinhos e madrinhas e a comunidade,
participam de um diálogo.
Nele é evidenciado que os jovens foram instruídos
conscienciosamente nas principais partes
da fé evangélica de confissão luterana
que implica participar ativamente da vida comunitária.
 
 
Quem não pode participar da confirmação?
 
 
Quem não é
sincero
no testemunho
da fé
 
Na prática da responsabilidade
pela edificação e santificação
dos membros da comunidade,
o presbitério não admite à confirmação
quem, notoriamente, não é sincero
no testemunho da fé;
quem se propõe a levar uma vida sem Deus;
quem se nega a  participar do preparo,
ou é negligente no mesmo.
 
 
Que resulta da confirmação?
 
 
Ser membro
responsável
 
A confirmação compromete
com a participação responsável na vida comunitária:
participar nas celebrações,
nos grupos de estudo e serviço e nas assembléias;
servir de madrinha ou padrinho no batismo
e de testemunha na bênção matrimonial;
contribuir com seu tempo, seus dons e seu dinheiro.
 
 
Viver
o batismo
 
Assim a nossa confirmação,
Como dom e compromisso,
nos fortalece e incentiva
a viver diariamente o batismo.
 
 
 
A BÊNÇÃO MATRIMONIAL
- valorizar a família
 
 
Que é a bênção matrimonial?
 
 
No ofício da bênção matrimonial
o casal coloca seu matrimônio sob a orientação
da palavra e da bênção de Deus.
Compromete-se a levar uma vida matrimonial
em fé e amor, indissolúvel,
conforme a vontade de Deus.
 
 
Quando realizamos a bênção matrimonial?
 
 
Quando
os nubentes
estão habilitados
 
 
Realizamos a bênção matrimonial de pessoas
Habilitadas pela lei civil.
Quando não for o caso,
Tomamos as providências necessárias
para que a união matrimonial
seja registrada conforme a lei.
Ambas as pessoas, ou um delas,
devem ser membros de nossa igreja.
 
 
Como nos preparamos?
 
 
Em cursos
para noivos
ou
no diálogo
pré-nupcial
 
Em cursos para noivos
ou no diálogo pré-nupcial
recebemos preparo
para nossa vida matrimonial.
Inteiramo-nos também
do significado e do desenrolar
do rito da bênção matrimonial,
o qual deve ser solicitado
com a devida antecedência.
 
 
Onde se realiza a bênção matrimonial?
 
Na reunião
com os irmãos
e as irmãs
 
A bênção matrimonial tem caráter de culto.
Por isso se realiza na reunião com os irmãos e as irmãs.
Ela é dirigida pelo pastor ou pela pastora
ou por alguém incumbido desta tarefa.
 
 
Quando pode ser negada a bênção matrimonial?
 
 
Quando
contraria
a mensagem
cristã
 
O presbitério pode negar a realização
da bênção matrimonial,
quando solicitada sob condições
que contrariem a mensagem cristã
ou venham em seu prejuízo.
 
 
Quando
não há
base legal
 
Negará a realização da bênção matrimonial
quando o casal não estiver habilitado
para o casamento pela lei civil,
quando há, por parte de um deles,
compromissos não resolvidos de um vínculo anterior,
e quando nenhum dos dois
é membro participante da comunidade.
 
 
Que fazer quando um dos nubentes
é de outra igreja cristã?
 
 
 
 
Facilitar
a tomada de
decisão
É desejável, sem dúvida,
para a plena comunhão de vida
e a educação dos filhos,
que ambos os cônjuges pertençam à mesma igreja.
Por isso o casal, antes de contrair matrimônio,
devem informar-se sobre
o que une as duas igrejas e o que as distingue.
Assim poderão decidir em que igreja querem participar.
 
 
 
 
 
 
Quando não chegam a optar por uma das igrejas
é necessário que encontrem uma maneira autêntica
de viver sua fé cristã em seu meio ambiente,
no convívio do dia-a-dia,
aceitando e levando a sério
a fé e o modo de crer do outro.
A comunidade deve acolhê-los nesta opção.
Quando um dos dois,
pertencente a outra igreja cristã, o solicita,
pode-se convidar o ministro desta
para realizar a bênção matrimonial em conjunto.
 
 
Qual a situação de pessoas divorciadas?
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A pessoas
sinceras
Deus concede um novo início
sob a sua bênção
 
Conforme a vontade de Deus,
o matrimônio é indissolúvel.
Em caso de conflito matrimonial
deve haver aconselhamento pastoral,
visando o reconhecimento de culpa
e a experiência de perdão e reconciliação.
 
Reconhecemos, no entanto,
que as pessoas podem falhar
no cumprimento da vontade divina.
Neste caso é dever nosso
manifestar-lhes o perdão
concedido pelo amor de Cristo.
Ele alivia a consciência atribulada
e fortalece para um novo começo.
A realização da bênção matrimonial
pode ser concedida a pessoas divorciadas,
quando confessada a culpa,
assumidas as conseqüências do vínculo desfeito
e quando constatada a seriedade
de um novo compromisso matrimonial.
 
 
Como proceder no caso de pessoas separadas?
 
 
 
 
 
Aconselhar
e orientá-las
a legalizar
a sua união
Por não estarem habilitadas ao casamento civil,
a bênção matrimonial
não pode ser concedida a pessoas separadas.
É dever nosso, no entanto,
manifestar, também às pessoas separadas,
o amor de Cristo.
Ele supera o fracasso humano.
Para possibilitar-lhes um novo começo,
queremos levar a sério
sua decisão por um novo compromisso matrimonial,
orientando-os no sentido de
procurar a legalização de sua união.
 
 
Como tratar as situações especiais?
 
Damos
assistência
para um novo
começo
 
Em casos onde um casal é impedido
de realizar o casamento civil,
devido a fatores que não são da sua responsabilidade,
sua união pode receber a bênção da igreja.
Cabe ao presbitério analisar, avaliar e decidir,
de caso para caso,
se podem receber a bênção,
conforme as orientações da igreja.
 
 
Como proceder quando um dos nubentes
pertence a uma religião não cristã?
 
 
Expressando
seu apoio
Quando um dos nubentes é membro participante da igreja e o outro – que não é cristão – consente,
a comunidade pode realizar a bênção matrimonial.
Expressa, dessa maneira, o apoio
e acompanha um de seus membros,
num momento importante da vida,
pedindo a Deus que mantenha
unido o casal em alegrias e pesares.
 
 
 
 
O SEPULTAMENTO ECLESIÁSTICO
- consolar pela ressurreição de Crsito
 
 
Que é o sepultamento eclesiástico?
 
 
Proclamação
da vitória de Cristo
 
O sepultamento eclesiástico tem caráter de culto.
Nele a comunidade cristã se irmana
Com as pessoas enlutadas.
Na despedida de seu ente falecido,
Proclama a vitória de Cristo
sobre a morte e seus temores.
 
 
Consolo
às pessoas enlutadas
 
A comunidade consola as pessoas enlutadas,
ora confiante em Cristo, o Senhor ressuscitado e vivo,
que nos dá a esperança da vida eterna.
Agradece a Deus por todo bem que tem feito
à pessoa falecida, e por meio dela, aos seus.
 
 
A quem comunicamos o falecimento?
 
À pessoa
responsável
pela cerimônia
 
A solicitação de sepultamento
deve ser encaminhada imediatamente
ao pastor, à pastora ou à pessoa
incumbida pela realização do mesmo.
 
 
Onde sepultamos os mortos?
 
 
No cemitério
 
Por lei, podemos sepultar as pessoas mortas
somente em cemitérios.
É manifestação de respeito
zelar pela ordem no cemitério,
para que o mesmo seja bem conservado.
As inscrições nos túmulos devem dar
testemunho da fé e da esperança cristãs.
 
 
Qual a forma do sepultamento?
 
 
Enterro
 
 
 
 
Cremação
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Família decide
 
Na igreja cristã
tem prevalecido a forma de enterro,
no qual a pessoa falecida é devolvida à terra
de que foi formada.
 
Também a cremação
é uma forma de devolver a pessoa morta à terra
e está de acordo com os princípios cristãos.
Recomenda-se, nesse caso,
que a urna, com as cinzas,
não seja guardada em casa,
mas enterrada em local apropriado,
para evitar que se criem amarras psicológicas
ou que surja veneração a pessoas mortas.
 
A fé cristã proclama que nenhuma forma de sepultamento é capaz de impedir a ressurreição.
Deus saberá recriar o que uma vez criou,
mesmo que, aos olhos humanos,
a pessoa falecida tenha desaparecido completamente.
Sua família decide
sobre a forma de sepultamento.
 
 
Quem é sepultado pela comunidade?
 
Quem teve
vínculo com
a comunidade
 
A comunidade realiza o sepultamento eclesiástico
quando a pessoa falecida foi membro.
 
Também expressamos o amor cristão
ao sepultarmos suicidas
e crianças natimortas ou não batizadas.
 
A realização do sepultamento eclesiástico
dos que não foram membros
depende de decisão específica
a ser tomada pelo presbitério.
 
 
Este pode negar
a realização do sepultamento eclesiástico,
quando solicitado sob condições
que contrariem a mensagem cristã
ou venham em seu prejuízo.
 
 
Como participa a comunidade?
 
 
Pela
visitação
 
e
pela intercessão no culto
 
A comunidade demonstra sua solidariedade
através da visitação
antes, durante e depois do sepultamento.
 
O falecimento de um membro
é participado durante um culto.
Intercedemos em favor das pessoas enlutadas
e confiamos a pessoa falecida à graça de Deus.
 
 
 
A DISCIPLINA FRATERNAL
- buscar relacionamentos justos
 
 
Que é a disciplina fraternal?
 
 
 
 
O convívio de irmãos e irmãs cria tradições,
leva à formulação de confissões
e requer o estabelecimento de normas.
Estas são eficientes e úteis
quando servem à proclamação do evangelho
e nos auxiliam a vivê-lo.
Também como pessoas cristãs
vivemos ainda no campo de força do pecado
e sofremos suas conseqüências.
 
 
 
 
 
 
 
Medidas em favor
da união
na comunidade
Assim pode acontecer
que membros ou grupos na comunidade
vivam sua liberdade
de forma a ferir outras pessoas.
 
Esta situação de conflito,
de posições e atitudes diferentes,
que facilmente destroem o convívio,
leva a comunidade a tomar medidas
para restabelecer e manter a união.
 
 
 
 
 
 
 
 
Quando se torna necessária?
 
 
Quando a vida
da comunidade
e sua missão
são ameaçadas
 
Não podendo viver sem irmãos e irmãs,
havemos de permitir
a confrontação do nosso procedimento
com as normas, confissões e tradições
em vigor na comunidade
 
 
 
Por isso, a disciplina fraternal
se torna necessária
quando, por nossas palavras
ou ações e omissões,
reclamamos para nós um direito
que fere o amor fraternal
ou contraria o estabelecido
ou nos distancia da comunidade.
 
 
Quem exerce a disciplina fraternal?
 
 
O próprio
evangelho
disciplina
 
O próprio evangelho de Cristo
corrige nossas atitudes,
visando à santificação da vida
no convívio de irmãos e irmãs.
 
 
Irmãs e irmãos
que mutuamente
se corrigem
 
A responsabilidade
pelo bem-estar e pela salvação do próximo
nos pode levar a corrigi-lo em amor.
Da mesma forma devemos aceitar
a correção pelos irmãos e pelas irmãs.
 
 
Na prática da disciplina fraternal
cabe uma responsabilidade especial
ao presbitério da comunidade,
ao pastor ou à pastora e aos que, além destes,
exercem uma tarefa específica.
 
 
Como é exercida a disciplina fraternal?
 
Por meio de
diálogo
e contato pessoal
 
Entre duas
Pessoas
 
A correção mútua requer comunicação.
Esta efetua-se das mais diversas formas
de informação verbal e escrita.
Nada mais eficiente, no entanto,
do que o contato pessoal
e o diálogo entre as partes
de opiniões divergentes.
 
 
No
presbitério
Caso nossa conversação com a outra pessoa
não resolver o conflito,
solicitamos que o presbitério
trate do assunto confidencialmente.
 
 
Na
assembléia
 
Caso também ali não se encontrar uma solução,
devemos tratá-lo na assembléia da comunidade,
a qual, em último caso, decide pela maioria,
respeitada a ordem vigente.
 
 
 
Direito
de
apelação
 
Caso uma parte continuar na convicção
de ter sido injustiçada
em seu direito de membro
ou na defesa de sua posição,
pode recorrer à direção da igreja.
 
 
Qual a finalidade da disciplina fraternal?
 
 
Exortação,
suspensão,
exclusão
 
 
 
 
 
Respeitando
o irmão e a irmã
 
 
 
 
 
Exercida
em amor
A comunidade procura manter a união,
exortando as pessoas faltosas
a restabelecer a comunhão,
suspendendo parcial ou totalmente
sua condição de membro;
ou excluindo-as da comunidade,
até que o motivo do escândalo esteja removido.
 
As medidas de disciplina fraternal
sempre respeitarão o irmão ou a irmã,
procurando evitar seu afastamento da comunidade.
Elas pretendem afastar da comunidade
os escândalos que a possam prejudicar
em sua vida e missão.
 
A comunidade e seus membros,
no exercício da disciplina fraternal,
sempre devem estar conscientes de que
não podem substituir o juízo de Deus,
e que toda e qualquer disciplina
somente se torna uma bênção
quando exercida em amor.